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Exposição “O Fim da Violência”, com curadoria de João Fonte Santa, Museu Bernardo, Caldas da Rainha

“A pobreza é a pior forma de violência”
“As Michel Foucault pointed out in his detailed study of the mechanisms of power, nothing suits power so well as extreme individualism. In fact, he explains, political and corporate interests aim at nothing less than “individualization”, since it is far easier to manipulate a collectiion of discret and increasingly independent individuals than a community.”
“[…]Arendt and Foucault reveal that power does not lie in armed individuals but in assembly- and everything conducive to that.

The Freedom of an Armed Society” , Firmin Debranbander, New York Times

“Devemos reinventar a utopia, mas em que sentido?
Há dois falsos significados para o conceito de utopia; um é o velho princípio de imaginar uma sociedade que sabemos que nunca se irá concretizar, o outro é a utopia capitalista na sua sistematização exponencial de novos e cada vez mais perversos desejos , nos quais, não só não nos é permitido concretizar como é obrigatório participar.
A verdadeira utopia é aquela que acontece quando a situação não pode ser pensada, quando não há um caminho pré-determinado que nos guie para a resolução dos problemas, quando não há coordenadas possíveis que nos tirem da pura urgência de sobreviver: temos de inventar um novo espaço!
A utopia não é um jogo de livre imaginação: a utopia é uma questão da mais profunda urgência, quando somos obrigados a imaginá-la como o único caminho possível. A única saída.
E é isso que precisamos hoje!”

Zizek! Zeitgeist Films

O Fim da Violência é a terceira de uma série de três exposiçôes que comissariadas pelo artista João Fonte Santa e que refletem e agem sobre a crise económica, mas sobretudo política que estamos a viver. Tendo como ponto de partida a primeira e a segunda exposições a contestação e a análise, respectivamente, esta terceira exposição propõe como situação de estudo a hipotética fim de crise e qual o tipo de sociedade ou UTOPIA que se pode criar. Dentro deste pressuposto é pedido aos artístas participantes dois tipos de intervenção, por um lado uma resposta ao atrás enunciado, e por outro a colaboração plástica num centro de documentação que revele exemplos de situações de auto-organização popular como forma de transformação da sociedade.
Artistas participantes: António Caramelo, Gustavo Supta, Inez Teixeira, João Belga, João Fonte Santa, Mafalda Santos, Margarida Dias Coelho, Paulo Mendes Pedro Bernardo, Pedro Amaral, Rodrigo Cotrim, Sara & André e Susana Gaudêncio.

João Fonte Santa
Casa Bernardo, 2013,  Caldas da Rainha.

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