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Inauguração da exposição A mão que segura e a que se eleva no ar, no espaço cultural Rampa, com as artistas Isabel Baraona, Mafalda Santos e Susana Gaudêncio, curadoria de Pessoa Colectiva (Mafalda Santos e Susana Gaudêncio).

A mão que segura e a que se eleva no ar  toma a poesia, a palavra e a arte como meios de resistência e liberdade, e como mote o conceito de escrita-imagem de Ana Hatherly. Reúne três artistas nas suas diferentes vozes, unidas pela mão inteligente de Ana. A filiação não envolve um tributo, indica sim uma celebração. Susana, Mafalda e Isabel sob o signo da artista, mãos firmes, que seguram e fixam linhas, revoluções da imagem e do texto.
Desenhar e escrever, seja figura ou palavra, a mão executa uma acção hipnótica e muitas vezes de natureza mágica. Diz Paulo Pires do Vale que essa fronteira “é lugar de metamorfose, entre o texto como imagem e o desenho como escrita”. A mão é acção, faz surgir sobre uma superfície algo que era até então invisível e silencioso. Traça linhas negras e encantadas nesse lugar reserva da imaginação. A criação poética existiu sempre como meio de resistência. Já o discurso político do status quo, que apresenta como característica uma voz única e mono direccionada, apoia-se num significado denotativo da linguagem, onde a ambiguidade deve estar ausente. O acto artístico faz de nós seres voltados para a construção do futuro, transformando o nosso presente de múltiplas formas, sendo aqui, cremos, que arte e utopia se relacionam.”

Pessoa Colectiva, 2020

A inauguração da exposição no espaço cultural Rampa no Porto teve lugar a 14 de Fevereiro e esteve patente até 30 de Maio de 2020.

Veja aqui imagens do trabalho de Mafalda Santos para A mão que segura e a que se eleva no ar

14.02.2020 – 30.05.2021 @Rampa

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